Onde estão os oficiais que interrogaram Dilma na Justiça Militar, em 1970?
Foto inédita mostra Dilma em interrogatório em 1970
A ré Dilma na sede da Auditoria Militar no Rio de Janeiro, em novembro de 1970. Ao fundo, os oficiais que a interrogavam sobre sua participação na luta armada escondem o rosto com a mão (Foto: Reprodução que consta no processo da Justiça Militar)
A vida quer coragem (Editora Primeiro Plano), do jornalista Ricardo Amaral, chega às livrarias na primeira quinzena de dezembro. A foto abaixo, inédita, está no livro que conta a trajetória de Dilma Rousseff da guerrilha ao Planalto. Amaral, que foi assessor da Casa Civil e da campanha presidencial, desencavou a imagem no processo contra Dilma na Justiça Militar. A foto foi tirada em novembro de 1970, quando a hoje presidente da República tinha 22 anos… ela respondia a um interrogatório na sede da Auditoria Militar do Rio de Janeiro.
PS do Viomundo: Neste post, republicamos o texto da revista Época, que afirma com todas as letras: “A foto foi tirada em novembro de 1970, quando a hoje presidente da República tinha 22 anos. Após 22 dias de tortura, ela respondia a um interrogatório na sede da Auditoria Militar do Rio de Janeiro”.
A informação está incorreta. Em comentário postado no Viomundo hoje, segunda-feira, 5 de dezembro, às 10h17, Fernando Trindade aponta o erro, que, da Época, foi disseminado para outros veículos, inclusive para o Globo On-Line. Nós o resumimos:
Cabe aqui registrar a desonestidade do Globo On-line que neste momento tem a chamada “Livro divulga foto de Dilma após 22 dias de tortura”.
O objetivo é questionar a tortura sofrida por Dilma, pois a foto mostra uma moça altiva e aparentemente bem após “22 dias de tortura”.
Ocorre que – e o Globo sabe perfeitamente – que (o livro registra isso) a foto é de 10 meses após a prisão e tortura de Dilma e não imediatamente depois.
Ao publicar uma chamada como essa o que o Globo calhordamente quer é fazer coro com os que negam a ignomínia da tortura durante o regime militar, tortura que não só lesionou, como provocou a morte do estudante Stuart Angel, do jornalista Vladimir Herzog, do operário Manoel Fiel Filho, entre tantos outros brasileiros.
Em função disso, eliminamos o trecho referente à ocasião em que foi feita a foto. Nossas sinceras desculpas aos nossos leitores pela transcrição da informação equivocada. Fernando Trindade, obrigadíssima pelo alerta. É com a ajuda inestimável de vocês leitores que nós, Azenha e eu, Conceição Lemes, construímos diariamente o conteúdo do Viomundo.
Montagem desta foto, histórica, com a resposta, também histórica, de Dilma à provocação do senador Agripino Maia. Vídeo sugerido por Gerson Carneiro:
Fonte: http://www.viomundo.com.br
ASSISTA VÍDEO RELACIONADO:
VEJA ASSUNTO RELACIONADO:
"O Golpe Militar de 1964 designa o conjunto de eventos ocorridos em 31 de março de 1964 no Brasil, e que culminaram no dia 1 de abril de 1964, com um golpe de estado que encerrou o governo do presidente João Belchior Marques Goulart, também conhecido como Jango. Entre os militares brasileiros, o evento é designado como Revolução de 1964 ou Contrarrevolução de 1964[1]
Jango havia sido democraticamente eleito vice-presidente pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) – na mesma eleição que conduziu Jânio da Silva Quadros do Partido Trabalhista Nacional (PTN) à presidência, apoiado pela União Democrática Nacional (UDN).
O golpe estabeleceu um regime alinhado politicamente aos Estados Unidos da América e acarretou profundas modificações na organização política do país, bem como na vida econômica e social. Todos os cinco presidentes militares que se sucederam desde então declararam-se herdeiros e continuadores da Revolução de 1964.[2] O regime militar durou até 1985, quando Tancredo Neves foi eleito, indiretamente, o primeiro presidente civil desde 1960." (wikipedia)
Em verdade, a tomada do poder pelos militares em 1964 foi um clamor da classe média da época. Alguns acham que foi uma articulação da elite civil brasileira que usou sobretudo o Exército. Veja matéria no link: http://causamilitaris.blogspot.com/2011/11/o-regime-militar-e-globo.html
Leia também o Uso Político das Forças Armadas, de João Rodrigues Arruda.
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